Projeto Semosa

A SEMOSA (Single European Mobile Services Area) é uma plataforma de inovação aberta para aplicativos ubíquos móveis e fornecedores de serviços, direcionada para a interoperabilidade europeia de aplicativos e serviços de confiança, como pagamentos móveis.

O principal objetivo da SEMOSA é proporcionar uma plataforma e um conjunto de ferramentas de desenvolvimento abertos, tanto para aplicativos como para fornecedores de serviços móveis, que permitam a interoperabilidade no contexto da União Europeia. Hoje, enfrentamos um alto nível de fragmentação na indústria de aplicativos móveis; há múltiplas plataformas de tecnologia de fornecedores que competem entre elas, como os fabricantes de dispositivos móveis, e constatamos que os serviços prestados por operadores móveis, instituições financeiras e empresas também não dispõem de plataformas, práticas ou normas comuns. Neste sentido, o projeto SEMOSA pretende normalizar a implementação de aplicativos e serviços móveis seguros, desenvolvendo, implementando e administrando todos os aplicativos gerados sobre normas comuns e com o mesmo nível de segurança.

A SEMOSA terá como objetivo possibilitar o fácil desenvolvimento e a interoperabilidade dos ecossistemas para serviços de confiança, proporcionando interfaces abertas e kits de ferramentas comuns. A SEMOSA será uma plataforma aberta, um sistema de desenvolvimento de software aberto que publicará interfaces de serviços e API. Por um lado, este sistema de software permite um fácil desenvolvimento de aplicativos móveis, para usuários do serviço, e um facilitador para fornecedores de serviços (como instituições financeiras), para proporcionar suas capacidades como plugins. Os fornecedores de serviços de aplicativos (ASP) terão a capacidade de desenvolver aplicativos compatíveis com NFC sem nenhum conhecimento de tecnologias e normas de cartões SIM. Também permitirá a eles conexão e interação com um serviço de confiança, como um aplicativo de pagamento ou um documento de identidade móvel.

Uma plataforma aberta e normalizada oferecerá a qualquer interessado a mesma integração com a plataforma e lhe permitirá adicionar caraterísticas ou funcionalidades particularizadas. Isto dará lugar a novas inovações, que a SEMOSA pode não ter criado. Em longo prazo, os ecossistemas contarão com componentes de software ou módulos que estejam disponíveis, quer seja de forma comercial, de código aberto ou ambos.